
O Neolítico

O Neolítico

Esquemas como este, são uma espécie de resumo visual de um aspecto histórico ou mesmo de um tema ou unidade de conteúdos que estejas a estudar. Dão as linhas gerais e são como os ramos de uma árvore despida no inverno. Precisam de estudo e reflexão para se encherem de folhas na Primavera, para que à entrada do Verão, possas colher as suas primícias.
Por isso, não te fies apenas em esquemas. Não são o abre-te sésamo ou a solução milagrosa que estavas à espera. Mas que podem ajudar, podem...



Mó

Cerâmica

Cestaria

Enxó e foice

Habitação

As primeiras aldeias de agricultores, durante o Neolítico, cresceram lentamente até se tornarem cidades. A cidade mais antiga que se conhece é Jericó, na Palestina. Os habitantes de Jericó viviam em pequenas casas redondas ou retangulares construídas com tijolos de argila (2). Os mortos eram enterrados sob as casas e pensa-se que os seus crâneos eram deixados à vista, como sinal de veneração. Através do comércio com outras comunidades (3) e da pastoricia (4), Jericó tornou-se uma cidade rica, o que causou a inveja das regiões vizinhas. Para se protegerem, os seus habitantes construíram uma enorme muralha de pedra à volta da cidade (1), cerca de 8.000 a. C.
Transição para o Neolítico (VI milénio aC – inícios V milénio aC)
Os acampamentos transferem-se para zonas arenosas, junto do mar (Vale Marim, Vale Pincel, Samouqueira). O marisco e o peixe são abundantes e a sua obtenção é mais fácil do que a caça.
O facto de ficarem mais expostos – os acampamentos estabelecem-se em zonas completamente abertas – significa que a defesa não é preocupação. Com efeito, não há nada para roubar – não há excedentes; não há terras para conquistar – os povos são nómadas, o povoamento é rarefacto.
A comida marinha é mais fácil de manipular do que a caça. Os utensílios são feitos a partir de minério menos duros, tornam-se mais pequenos e, muitas vezes, são constituídos por mais do que uma peça.
A quantidade de peixe e marisco tende a fixar os grupos por períodos cada vez mais longos.
Influências mediterrânicas vão definindo os signos do Neolítico: os alimentos começam a ser preparados e o polimento substitui a lascagem; surge a cerâmica.
Neolítico Pleno (finais V milénio aC – finais IV milénio aC)
A sedentarização enforma as primeiras comunidades de facto, com alguma coesão e um património de técnicas.
O domínio da agricultura diminui a dependência em relação aos recursos marinhos. E os povoamentos regressam ao interior – já não para os bosques ricos em caça, mas para as terras férteis.
A estação de Salema, a seis quilómetros do mar, no concelho de Santiago do Cacém, é um exemplo destes primeiros lugares a preencher o nosso conceito de aldeia tradicional.
Mas são ainda pequenos edens dos puros, grupos a que as circunstâncias exigem o comunismo. A propriedade dos meios de produção é colectiva. Os excedentes são tão escassos que não permitem desequilíbrios na acumulação de riqueza. E como não há ricos, não há poderosos, não há hierarquias, não há invejas, não há ganâncias, não há guerras.
Ora, o dólmen encontrado no lugar da Palhota testemunha uma evolução. A construção de um megalito funerário indica que a organização social de complexificou e estruturou.
Cada monumento pertencia a uma família (1º pilar do modelo: o patriarcado). Pelo seu tamanho, não é crível que o erigisse sozinha – necessitava da ajuda de outra(s) famílias. Estabelece-se uma rede de permuta de favores. A coesão social (interdependência) aumenta – 2º pilar do modelo: a tribo.
O adensamento da trama social era já sustentado por alguma divisão do trabalho – os agricultores e o pastores. Isto não só estratifica funcionalmente o grupo, como, à medida da evolução das técnicas e dos excedentes, desequilibra a distribuição da riqueza.
Já há diferenciação suficiente para, apenas resultado da dinâmica interna, permitir o aparecimento dos artífices especializados que vão conduzir as oficinas do cobre.
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